Dia de Solidariedade Internacional com a luta do povo grego

December 20th, 2008

Consulado da Grécia, Porto

Consulado da Grécia, Porto

Calorosas saudações!

 

O Colectivo Hipátia saúda a forma responsável e colaborante como o movimento de resistência grego continua a comportar-se face às dificuldades da economia e à crise que atravessamos.

De facto, com grande sentido de responsabilidade, tem feito funcionar a economia internacional e contribuído para um PIB europeu estatisticamente mais dinâmico.

Prova disso é o esgotamento a que levou as reserva de gás lacrimogéneo, forçando assim a cooperação económica internacional a repor esses tão necessários bens agora em falta!

Que esses jovens sirvam de exemplo a todo o mundo!

Que mais podemos dizer, senão exprimir com humor negro, com raiva, com indignação, o nosso desprezo para com todos aqueles – iguais em todo o lado – que não recuam diante de nada para continuar a defender os privilégios de alguns, ainda que seja preciso, invocando todas as supostas leis anti-terroristas que os ajudam a matar, como fazem no Iraque, na Palestina, no Ruanda, no Darfur, ou agora na Grécia, em toda a parte onde queiram fazer rei o seu próprio dinheiro, ou melhor, o dinheiro extorquido dos bolsos dos pobres de todo o mundo – e para prosseguirem a sua democrática e férrea ditadura à conquista do globo, em nome da finança, em nome do partido.

Duas semanas depois do assassínio às mãos da polícia grega do jovem Alexandros Grigoropoulos, a luta continua. E que essa luta – é o que desejamos – não se esgote na substituição do senhor Karamanlis por um outro qualquer senhor Papandreou, de nome distinto, mas mais que irmão, mas mais que gémeo, mas mais que siamês, clone perfeito da política de Estado que não recua na violência, na arbitrariedade e na rapina!

A crise internacional une todos estes Estados responsáveis, seja qual for a sua cor, que acodem pressurosos, a pôr a mão por baixo, não vá a queda dos senhores banqueiros arrastá-los na ignominiosa falência, à parte os depósitos nas Suíças, os investimentos nos off-shores, a ligação ao tráfico de armas, à roleta dos casinos, aos projectos megalómanos das barragens de muitas gargantas, dos comboios de velocidade supersónica e de tudo o mais, mas sobretudo à espoliação dos pobres, sempre expulsos das suas casas para “requalificar” os sítios onde pode ser rentável a indústria nuclear, a exploração do petróleo ou o negócio imobiliário, seja isso no Alaska em degelo ou numa qualquer obscura cidade invicta num jardim à beira-mar plantado.

Não cremos num mundo em que nos querem fazer crer que o crime compensa, que isto é para os espertos, onde manda quem pode, e em que quem se fode é o mexilhão, como se isso fosse uma inexorável lei natural a que teríamos todos de nos sujeitar.

Amigos, saudações! Companheiros libertários, aquele abraço!

Agora somos todos gregos, mesmo cipriotas, alemães, espanhóis, dinamarqueses, holandeses, britânicos, mexicanos, belgas, norte-americanos, turcos, irlandeses, suíços, croatas, australianos, russos, búlgaros, italianos, franceses, polacos, argentinos, chilenos, canadianos, uruguaios, austríacos, neo-zelandeses, sul-coreanos, bascos, portugueses, solidários na luta, aprendendo do vosso exemplo, gritando convosco, acreditando juntos, todos estes nossos irmãos aqui na mó de baixo – e criando – um mundo como eles não querem, como eles não sonham… um mundo sem escravos, um mundo sem senhores, e então… lá longe ou aqui hoje, será jardim!

Colectivo Hipátia


Porto, 19 de Dezembro de 2008

FIDAR – Um caso de resistência … Continua

October 22nd, 2008

FIDAR - A Luta Continua...

FIDAR - A Luta Continua...


Na última sexta-feira, dia 17 de Outubro, os trabalhadores da empresa FIDAR puderam libertar alguma carga humana da frente das instalações desta mesma empresa, após dois meses e meio de protestos continuados, dia e noite, nesse mesmo local.

A decisão de levar a cabo a insolvência da empresa por parte do tribunal de trabalho de Guimarães, na quarta-feira anterior, 15 de Outubro,foi a garantia para os trabalhadores e restantes credores da empresa que iram receber as respectivas indemnizações. Claro está que será impossível quantificar os anos de dedicação destes trabalhadores, grande parte com mais de trinta e cinco de casa, tal como, uma vida subjugada à miséria do trabalho capitalista (…)

Após situações de total desrespeito para com os trabalhadores, quer pela administração da FIDAR, quer por parte da GNR, que deu cobertura a essa administração ao insultar e intimidar os trabalhadores ou que anteriormente compactua com o patronato e contra o tribunal de Guimarães, ao evitar que o patrão da FIDAR seja sujeito, a dada altura, a uma verificação da sua viatura pessoal , como modo de certificação que não transportaria consigo património da fiação, o tribunal de Guimarães decide convocar uma Assembleia de Credores para 27 de Novembro, com o objectivo de canalizar toda a receita em máquinas e matéria – prima restante dentro das instalações da fábrica, aos credores da ex- FIDAR e actual INCOTEX. . Ao contrário do que outros media afirmam, os trabalhadores continuam a ter que vigiar as instalações da fábrica, uma vez que, tendo esta sido vendida à empresa Incotex, não é possível impedir quem venha em nome desta última empresa de entrar na fábrica e essa situação poderá dar origem a desvios de património e mesmo estratagemas por parte do patrão para fazer sair informação e bens da FIDAR. Assim sendo, os trabalhadores, em grupos mais reduzidos, continuam a ter que salvaguardar o que lhes pretende dia e noite, substituindo-se, quer à empresa de segurança contratada pelo patrão, quer à GNR que já demonstrou não ser de confiança.

A notícia inicial desta situação.

C.O.S.A – 8º Aniversário

October 20th, 2008

 

Gato Negro

Parabéns Cosa

 

 

O colectivo anarquista Hipátia do Porto vem por este meio mostrar-se solidário com todxs os que mantém a Casa Ocupada Autogestionada de Setúbal no activo ao longo destes oito anos.

Algumas de nós viveram a história do sítio desde a sua ocupação, outrxs vêm neste espaço autónomo um verdadeiro bastião de resistência e inspiração para as suas lutas diárias contra todo o tipo de controlo do homem e do mundo.

A C.O.S.A constitui a ideia mais efectiva, em Portugal, que a autogestão não é uma realidade perdida no tempo ou fora da história, ideia cada vez mais difundida pela lógica capitalista. Diremos mais efectiva, na medida em que, existe como espaço não só mental, mas também físico e que pela sua longevidade, mudou profundamente a vida de muitos dos anarquistas portugueses. Com todos os problemas que teve que enfrentar ao longo destes oito anos, desde represálias por parte da Câmara Municipal de Setúbal, que imediatamente tentou tornar a vida dos seus habitantes uma impossibilidade ao proceder a cortes de água e luz, desde circos infinitos com a polícia de (in)segurança pública que atenta, entre outras mais absurdas intervenções, contra a liberdade de expressão, desde membros infiltrados de partidos políticos que depois dão origem a registos mediáticos falaciosos e mesmo várias e bem graves querelas com o Partido Comunista setubalense, por princípio forte opositor de movimentos alternativos independentes ou não autoritários. A cidade de Setúbal, por seu lado, de cada vez que tenta encaixar este

fenómeno é confrontada com o uma nova vaga de iniciativas libertárias, na sua natureza, e logo deve perceber que existem dinâmicas mutantes, isto é, que não se deixam captar sobre quaisquer formas ou dominar.

A Casa Ocupada Autogestionada de Setúbal nunca foi um fim em si mesma, deu origem a diversas outras iniciativas semelhantes de ocupações e actividades alternativas na cidade, arredores e ao nível nacional. Um fenómeno que lembra uma dinâmica rizomática ou um movimento que quereríamos e queremos perpétuo.

É por este e muitos muitos outros motivos que o Colectivo Hipátia do Porto vem dar os parabéns ao pessoal da C.O.S.A, pelo que contribuiu para as diversas dinâmicas por que passou e pelas vindouras.

 

 

PARABÉNS C.O.S.A,

 

Colectivo Hipátia

13 de Outubro de 2008

Um caso de resistência: Trabalhadores da Empresa FIDAR - Guimarães

September 27th, 2008
Trabalhadores de Fabrica FIDAR Gondar -  Guimarães

Trabalhadores de Fabrica FIDAR Gondar - Guimarães

A empresa FIDAR integra um conjunto de empresas que gradualmente foram fechando, sem que os trabalhadores recebessem as indemnizações respectivas por parte do patronato.No que é igual a tantos casos de manipulação e desrespeito por quem se vê subjugado pelas duras leis do trabalho capitalista, a luta destes trabalhadores em concreto, constitui um caso de resistência raro porque continuado no tempo e de forma, diremos, apartidária.

A FIDAR é uma pequena – média empresa de têxteis sediada na região de Gondar, Guimarães que fechou as portas no fim do mês de Julho por alegada baixa de produtividade.

No seguimento de uma situação aparentemente de crise, o patrão tenta estabelecer acordos com os trabalhadores, no número de 150, para que estes oficialmente declarem o abandono voluntário do seu posto de trabalho, sendo que, o valor a receber ao assinar tal acordo se mostrava francamente inferior ao que, na realidade, deveriam receber. Os trabalhadores já em protesto afirmam que a forma como este acordo estava redigido encobria os reais motivos do despedimento, por um lado, uma vez que afirmava que os trabalhadores abandonavam os seus postos de trabalho de forma voluntária e não por motivos de carácter financeiro. Por outro lado, o montante a receber estava propositadamente em destaque na mancha de texto e seria, como foi, pago em dinheiro vivo no momento da sua assinatura.

54 trabalhadores aceitam o acordo, 95 declinam a proposta, uma vez que o patrão não dá quaisquer garantias do pagamento posterior das indemnizações que efectivamente lhes é devida. Soma esta que excede em muito a quantia que aquele acordo estabelecia.

Assim sendo, os trabalhadores discordantes estão em manifesto desde o dia 1 de Agosto do corrente ano em frente à fábrica e onde permanecem dia e noite até que toda a situação seja justamente regularizada. Note-se que muitos destes têm além de 30 anos de trabalho nesta empresa e sabem ser extremamente difícil encontrar outras formas de rendimento devido à sua idade, desconsiderada, também ela, nas ofertas de trabalho existentes. Existem, da mesma forma, casais desempregados e com filhos que, trabalhando na mesma empresa se vêm absolutamente sem rendimentos. É certo que estão a ser auxiliados pelo fundo de desemprego, o que impede que a contestação surja sobre outras formas, contudo, não será garantia de uma pacificação por muito mais tempo, afirmam os próprios. É uma espécie de mundo ao contrário, diz um dos trabalhadores, uma vez que, devido à contestação levada a cabo, até já se sentiram enganados também pela GNR. As forças policiais deram já encobrimento ao patrão ao deixarem que este abandonasse as instalações da fábrica sem que fosse devidamente revistado, numa situação que lembra um autêntico filme, afirma outro dos contestatários. Neste sentido, passaram as autoridades por cima de uma ordem judicial que obriga à inspecção de todos os veículos que entrem ou saiam da fábrica, para que se salvaguardem os bens que se encontram dentro da mesma, única garantia do pagamento das indemnizações aos trabalhadores.

Na situação acima referida, existiu uma clara conivência entre o general da GNR e dos seus súbditos, com o patrão da FIDAR. Para além dos senhores policias terem agido de forma brusca com os protestantes, ao chegarem à fábrica, aceitam que o carro do patrão numa situação não seja revistado aos olhos de tod@s, mas nas instalações da GNR.

Como testemunhas dois trabalhadores que seguiam noutro carro da GNR afirmam que deixaram de ver o carro do patrão que seguia na mesma estrada, pois o policia condutor abranda propositadamente. Assim ficou sem se saber o que aconteceu no espaço em que os carros se afastam. Obviamente que os trabalhadores se sentiram gozados ou mesmo raptados pelos agentes ( como referem ), pois teria deixado de fazer sentido testemunharem seja o que fosse pois muita coisa poderia já ter acontecido naquele espaço de tempo, em que se viram sozinhos na estrada com os senhores policias.

O facto de terem os trabalhadores descoberto ligações ambíguas entre o advogado e uma empresa que surge posteriormente ao encerramento da FIDAR e á qual se tentam vender os bens da FIDAR, etc.

São estas situações insólitas ocorridas durante a contestação que ainda dura dia e noite em frente das instalações da FIDAR.

Trabalhadores de Fabrica FIDAR Gondar Guimarães

Trabalhadores de Fabrica FIDAR Gondar Guimarães

Trabalho do Colectivo Anarquista Hipátia - Porto

Entrevistas: A.Sereno
Fotos: Ursula Zangger

Brad, Uma Noite Mais Nas Barricada

July 7th, 2008

Sábado 12 de Junho
Projecção do filme com a presença do autor: ”Brad, Uma Noite Mais Nas Barricadas”, em colaboração com o Espaço Musas.

17:30  - Conversa e informações sobre movimentos sociais
20:00  - Jantar
21:30  - Filme

 

Brad will, um noite na barricadas

Brad will, um noite nas barricadas

 


Download do video em AVI, 640×360, 347.42MB

 

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Conversa com Anite de Carvalho

June 7th, 2008

 

No próximo sábado, 28 de Junho, vamos organizar, em conjunto com o Espaço Musas, uma tarde de convívio com uma conversa com Anite de Carvalho, activista libertária integrante do grupo “la Social”, que, entre outras coisas, edita textos libertários na cidade do Quebec, Canadá. 

Depois da conversa há sopa, bifanas de seitan e salada.

 

conversa com anite de carvalho

conversa com anite de carvalho

 

 

18h-Início da conversa

20h -Jantarada e Petiscos
Aparece……
Até lá

+info: Espaço Musas

Debate e apresentação do último número da Revista Húmus

February 27th, 2008

Vai decorrer no sábado dia 1 de Março, no Espaço Musas um debate e apresentação do último número da Revista Húmus. Vão estar presentes alguns membro do corpo editorial e pretende-se debater as questões levantadas pelos texto publicados e quiçá lançar outros temas relevantes do pensamento anarquista actual. … a isto segue-se uma janta quentinha!

 

cartaz lancamento-humus-4

cartaz lancamento-humus-4

 

 

[...] Neste contexto de totalitarismo democrático-capitalista, em que qualquer acção de contestação é rapidamente classificada pelos aparelhos mediático-policiais como perturbadora da “ordem pública”, logo “anti-democrática”, é de saudar o aparecimento de cada vez mais projectos de informação alternativa. Tão só nos meios libertários assistimos ao aparecimento de publicações impressas como o Pica Miolos, o Alambique e o Motim e de projectos como a Rádio Libertária on-line, para além dos inúmeros blogs e sites contra-informativos que vão povoando a Internet. O cenário editorial libertário é hoje mais fértil do que quando, há cerca de ano e meio, arrancámos com o projecto da revista Húmus. E, se de nós depender, esta tendência continuará a aprofundar-se.

Editorial do Húmus nº 4

Húmus #4 disponível em PDF

 Organizado por CALP • Círculo Anarquista Libertário do Porto - 2008

de Cadência

February 7th, 2008

de Cadência
do Lat. cadentia, s. f.; regularidade (de movimentos, sons, etc. );    ritmo;    compasso;    harmonia na disposição das palavras;    suavidade (de estilo);    sequência de acordes no final de uma frase musical.

16 Fevereiro • Sáb. 
 Casa Viva • Pr. Marquês, 167
cartaz de cadencia

18:30 Mete Discos
MD Añuk
MD Brunihil 
MD Exp3r1 ment4l
MD Intermundo-loção

há Sopa & Petiscos
Livros & Publicações

Festa, convívio com a apresentação dos manifestos do grupo.

Organização -


CALP • Círculo Anarquista Libertário do Porto - 2008

+ info: casa-viva.blogspot.com 

“A insurreição de 18 de Janeiro: Cercados e Perseguidos”

January 7th, 2008

Conversa e Jantar no Espaço Musas:
“A insurreição de 18 de Janeiro: Cercados e Perseguidos”
Dia 19 de Janeiro - Sábado - 17:30 h

Cartaz da conversa sobre o 18 de Janeiro

Cartaz da conversa sobre o 18 de Janeiro

Conversa sobre a insurreição de 18 de Janeiro de 1934, com a presença de dois elementos do colectivo «Luta Social» de Lisboa.

“Os anos ‘30 assistiram à perda definitiva da hegemonia da Confederação Geral do Trabalho (CGT) sobre o movimento operário português e ao fim do sindicalismo revolucionário e do anarco-sindicalismo como força ideológica mobilizadora entre os trabalhadores. A análise histórica deste processo passou por conhecermos o posicionamento estratégico do órgão confederal face ao movimento militar do 28 de Maio de 1926 bem como os problemas com que a organização sindical se deparou até ao malogrado 18 de Janeiro de 1934.[...]”
(extracto do texto “Cercados e Perseguidos:a Confederação Geral do Trabalho (CGT) nos últimos anos do sindicalismo revolucionário em Portugal (1926-1938″; Guimarães, Paulo; 2004; Évora - Texto integral disponível em PDF)

Espaço Musas
Rua do Bonjardim, 998 (metro: Faria Guimarães) (mapa)

Organização: Círculo Anarquista Libertário do Porto.